Via Funchal apresenta: Children of Bodom

Publicado em 5 de setembro de 2009 por Rodrigo Santos

O que nos resta dizer sobre o Children of Bodom que ainda não foi dito?

Que eles têm as músicas e a técnica?
Que poucos conseguem chegar próximos ao que CoB está fazendo?
Que eles são o “Estado da Arte”?

09_07_07_destaque_cob.jpgNos últimos anos, a banda que alcançou o sucesso internacional com seu primeiro album “Something Wild” (1997), deixou de ser apenas “esta banda fantástica vinda da Finlândia”, para ser um dos principais nomes da cena metálica mundial. E isso, claro, só ocorreu devido a intensidade e a qualidade do seu material, assim como de sua brilhante execução.

Formado em 1993, na cidade finlandesa de Espoo, este jovem grupo adotou seu nome de um dos maiores mistérios policiais de sua terra natal: Os assassinatos no Lago Bodom. Após o início como uma banda de thrash metal, os membros fundadores Alexi Laiho (guitarra e vocais), Jaska Raatikainen (bateria), Henkka Seppälä (baixo) e Alexander Kuoppala (guitarra) incorporaram elementos do metal clássico a sua música . Após recrutarem o tecladista Janne Wirman para completar sua formação, eles então finalmente acharam a sonoridade característica da banda com a mistura de Black Metal e Heavy Metal clássicos, com vocais voltados ao Death Metal e uma execução cuidadosamente clara. A então banda vai a estúdio para gravação de sua primeira demo tape.

Após a Spinefarm Records ter recebido a demo “Deadnight Warrior” demo, não demorou muito para eles perceberem o que tinham em mãos. Três execuções da demo mais tarde a banda estava contratada e pronta para arrancar algumas cabeças.

O primeiro single foi auto intitulado “Children of Bodom” alcançando direto o primeiro lugar nos charts na Finlândia e também disco de platina. O primeiro álbum “Something Wild” foi lançado em 1997 e toda a cena metálica da Finlândia caiu de joelhos. O Bodom foi a banda de abertura do Dimmu Borgir, e após o show em Helsinki a banda foi aclamada como os novos reis do underground na Finlândia pela imprensa especializada. Em consequência foram conseguidos contratos de licenciamento do álbum para Europa através da Nuclear Blast. O álbum também foi lançado no Japão e na Tailândia.

Logo, o CoB estava tocando por toda a Europa e escrevendo novo material que seria lançado no álbum “Hatebreeder” em Fevereiro de 1999. Neste álbum sua música toma uma forma definitiva, mais rápida, pesada e versátil do que em “Something Wild”. O single que precedeu o álbum “Downfall” (que incluía o cover “No Commands” dos pioneiros do Thrash finlandês, Stone) foi disco de ouro e dominou os charts finlandeses.

Durante o verão de 99 a banda tocou pela Finlândia e Europa. Em junho fizeram três shows com lotação esgotada no Japão, junto com o Sinergy e o Dark Tranquility, onde gravaram o clássico CD ao vivo “Tokyo Warhearts-Live in Japan”.

Antes de entrar em estúdio novamente o guitarrista Alexi Laiho achou um tempo para escrever e tocar no álbum ”To Hell and Back” do Sinergy, enquanto que o tecladista Janne Wirman gravou o fantástico projeto solo chamado “Unknown Soldier”, sob o nome de Warmen, provando que o CoB não é uma banda de um homem só, mas com cada membro contribuindo com sua sonoridade única.

Em 2000 o single “Hate Me!” entrou direto no #1 nos charts finlandeses e em questão semanas tornou-se disco de ouro, e a seguir alcançou platina. Enquanto o single fazia seu papel a banda finalizava no Abyss Studio de Peter Tägtgren seu terceiro álbum “Follow the Reaper” que foi lançado em 30 de outubro do mesmo ano.

“Follow the Reaper” era a gloriosa mistura dos álbuns anteriores trazendo os riffs pesados de “Something wild” com os malabarismos metálicos da monstruosa técnica mostrada em “Hatebreeder”. O mais impressionante no entanto era como a banda havia evoluído como unidade, fazendo com que os músicos levassem sua própria musicalidade a níveis muito mais altos.

Após gravar “Follow The Reaper” no estúdio de Peter Tägtgren, a banda decidiu retornar ao amado Anssi Kippo, e trabalhar em seu estúdio o Astia Studio. O resultado foi de tirar o fôlego, “Hate Crew Deathroll”, lançado em Janeiro de 2003, trouxe a banda a níveis de agressividade jamais vistos. A novas composições eram sem dúvida as mais agressivas e pesadas já apresentadas pela banda causando um impacto absurdo em quem as ouvisse.

Em “Hate Crew Deathroll” Alexi Laiho vômita as letras com enorme ódio, as guitarras (cortesia de Alexi and Alexander Kuoppala) cortam tudo com suas lâminas afiadas, enquanto a secção rítmica (o duo de demolição Henkka T. Blacksmith & Jaska W. Raatikainen) pulveriza tudo como se o mundo fosse acabar. Como um coup de gracé final vem os teclados de Janne Warman, certificando que o caminho da destruição seja completado com o fervor e precisão de um carrasco.

No verão de 2003 Alexander Kuoppala deixa a banda e é substituído por Roope Latvala, que já havia gravado inúmeros álbuns de metal na Finlândia e era reconhecido como um dos maiores guitarristas finlandeses de todos os tempos. Seu estilo flexível e seu diferente senso de harmonia trouxeram influencias de sua antiga banda, Stone, ao CoB.

Em 2004 a banda testa sua nova formação lançando o EP/DVD “Trashed, Lost & Strungout” que traz um pequeno aperitivo do que viria no futuro e mais dois covers de presente ao fãs. Este EP marca a nova sonoridade da banda que soa mais áspera, mas ainda assim inconfundivelmente CoB.

Após o bem sucedido lançamento do EP a banda se entrincheirou no estudio Hästholmen, em Helsinki, para gravar seu próximo álbum, desta vez junto com o produtor, engenheiro de som e guru Mikko Karmila. O resultado foi “Are You Dead Yet?”, titulo meramente retórico, uma vez que mais uma vez o disco da trupe matadora era simplesmente arrasador.

Lançado mundialmente pela Universal Music em 2005, o álbum foi sucesso mundial, colocando o mundo de joelhos perante o Children of Bodom. A banda sai em tour pelo mundo todo e consegue com a AYDY Tour tocar como headliner em shows com venda esgotada em lugares como o Japão, Estados Unidos e Austrália.

O sucesso da tour é seguido pelo lançamento do primeiro DVD ao vivo da banda – “Chaos Ridden Years – Stockholm Knockout Live” no outono de 2006. O fantástico show filmado em Estocolmo na the Arenan foi dirigido por Patric Ullaeus da In Flames-fame, e provou ser o DVD de maior sucesso já lançado na Finlândia, e certamente o lançamento ao vivo mais esperado pelos fãs naquele ano.

O lançamento do DVD ao vivo deu um respiro a banda, e Alexi Laiho finalmente achou tempo para escrever um material novo para o próximo disco. Como aperitivo para os fãs a banda lança um single com apenas uma música “Tie My Rope”, lançado comercialmente apenas nos Estados Unidos.

Finalmente em agosto de 2007 a banda entra no Petrax Studio na meio da floresta de Hollola, Finlândia. Mais uma vez para se juntar a banda no meio do nada é chamado Mikko Karmila, que então grava e produz o material que mais tarde seria conhecido como “Blooddrunk”, um álbum com nove faixas que trás a banda ainda mais áspera e pesada.

Ainda mais técnico e mais imperdoável do que qualquer álbum do Children of Bodom, “Blooddrunk” mostra o lado sombrio de Alexi Laiho. Não há piedade nem caminhos fáceis, o álbum todo é pura morte, terror desde o início até o final.

A faixa título ganhou um vídeo que foi dirigido pela diretora alemã Sandra Marschner, o vídeo retrata os terríveis temas abordados no álbum mostrando um pouco da vida de uma cidade fantasma e seu habitantes.

Com essas armas a banda inicia uma tour ao redor do mundo, começando sua dominação pelos Estados Unidos com a Gigantour e continuando pela Europa, Japão e outros continentes.

O Children of Bodom percorreu um longo caminho desde seu começo até se tornar uma das bandas mais respeitadas por toda cena do metal extremo mundial. Apos ser influenciado em seu começo por inúmeras bandas, hoje após oito anos em tour parece que o Children of Bodom é a banda que influência aquelas que tentam trilhar seu caminho nesta cena, fazendo com que a banda seja única em seu estilo.

Em 1990 o guitarrista Esa Holopainen e o baterista Jan Rechberger formaram a banda Amorphis na Finlândia. Para completar a banda foram recrutados o vocalista/guitarrista Tomi Koivusaari e o baixista Olli-Pekka Laine.

Lançaram uma demo em 1991, a que deram o nome de “Disment Of Soul”, que lhes valeu um contrato e um Ep no mesmo ano.

Seu próximo lançamento foi o primeiro álbum do Amorphis, chamado de “The Karelian Isthmus” em 1992. No ano seguinte lançam uma segunda demo intitulada “Privilege Of Evil” e em 1994 o segundo álbum, “Tales From The Thousand Lakes”. No mesmo ano, Kim Rantala é recrutado junto ao grupo como tecladista.

Em 1995, outro Ep é lançado com o nome de “Black Winter Day”, como prévia do álbum “Elegy” lançado logo em seguida em 1996, que é considerado por muitos, o melhor álbum da banda, e que apresentava Pasi Kosskinen como um segundo vocalista. Este álbum também marcou a estréia do novo baterista da banda, Pekka Kasari.

Em 1997 foi lançado “My Kantele” e em 1998, Rantala sai da banda sendo substituido por Santeri Kallio. O grupo lançaria “Tuonela” com essa formação em 1999.

A banda então tira umas férias e solta um novo trabalho apenas em 2001, o álbum “Am Universum”, e sai em uma longa excursão pela Europa. Ao final da tour a banda se prepara para um período de composição que culmina em 2003 com o lançamento do álbum “Far from the sun”, que marca a volta de seu baterista original Jan Rechberger. A banda sai mais uma vez para uma longa tour, mas que teve seus percalços, como o cancelamento de todos os shows no Estados Unidos em 2004 por razões não ligadas diretamente a banda. Aproveitando o momento, o vocalista Pasi Kosskinen deixa o Amorphis.

Em 2005 a banda apresenta ao mundo seu novo vocalista Tomi Joutsen que traz vocais mais versáteis e que podem ser ouvidos no lançamento seguinte o aclamado “Eclipse”, que ganhou disco de ouro em sua terra natal, a Finlândia. Aproveitando o bom momento da banda, em 2007 sai o novo petardo “Silent Waters” que alcança posição de destaque nos charts europeus e também é certificado com o disco de ouro.

Agora a banda esta de volta com seu mais novo trabalho “Skyforger”, lançado em Maio de 2009 e que está levando o grupo a índices de popularidades jamais alcançados.

Pela primeira vez o Amorphis vai passar por terras abaixo do Equador em uma tour conjunta com seus conterrâneos finlandeses, os mestres do Death Metal Melódico Children of Bodom. A banda fará uma apresentação única no Brasil no dia 12 de setembro na Via Funchal em São Paulo.

FORMAÇÃO ATUAL

Tomi Joutsen – Vocais
Esa Holopainen – Guitarra
Tomi Koivusaari – Guitarra
Niclas Etelävuori – Baixo
Santeri Kallio – Teclados
Jan Rechberger – Bateria

DISCOGRAFIA

The Karelian Isthmus – 1992
Tales from the thousand lakes – 1994
Elegy – 1996
Tuonela – 1999
Am Universum – 2001
Far from the sun – 2003
Eclipse – 2006
Silent Waters – 2007
Skyforger – 2009

SERVIÇO: VIA FUNCHAL APRESENTA CHILDREN OF BODOM

Data: 12 de setembro de 2009
Horário: 22h
Censura: 12 anos

Special guest: Amorphis

PREÇO DOS INGRESSOS:

Pista: R$ 120,00
Mezanino: R$ 160,00
Camarote: R$ 200,00

VENDA DE INGRESSOS:

Bilheterias da Via Funchal: Segunda-feira a Domingo das 12h às 22h
Vendas Online: http://viafunchal.showare.com.br/
Ingressos para grupos: http://www.viafunchal.com.br/ingressos_grupos.asp
Vendas por telefone: (11) 3897-4456 / 3188-4148

PONTOS DE VENDA:

Newness (Livros e Revistas): Av. Yojiro Takaoka, 4528 – Loja 02 – La Ville Mall – Alphaville – Santana do Parnaíba
Fujji Turismo – Rua Tapajós 33C – Guarulhos – SP (Paralela com Av. Paulo Faccini) – Fone (11) 6441-9272
Somente cartões de crédito (Mastercard, Diners e VISA)
Taxa de conveniência: 18%
Obs.: Informações sobre ingressos de estudantes: http://www.viafunchal.com.br/meiaentrada.asp.

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